Feeds:
Posts
Comentários

Nao perca mais esta nova temporada aqui no seu wordpress channel!

Dia 24 de Janeiro de 2010, 06hs da manhã, vamos lá, Bahia nos espera, especificamente Quijingue, uma cidade mais ao norte, perto de Euclides da Cunha, Cansanção, Itiuba, isso, SERTÃO de minha terra, aqui vamos nós para mais uma fase de nossas vidas, fase esta um pouco mais curta – 2 meses -, mas não deixa de ser mais um grande desafio para nós .

Já no avião, sentamos nas poltronas próximas às asas, ou seja, quem controla saída de emergência não dorme, mas tudo bem, demos um jeitinho para que ficasse confortável!

Viagem tranquila, aterrisagem suave, agora taxi e vamos para a rodoviária de Salvador procurar a Companhia Santana para irmos direto para Quijingue, mas Salvador, fique rtanquilo, na volta bateremos um bom papo para nos conhecermos melhor, ok?

Ônibus para Quijingue só às 12hs, então, vamos aproveitar os bancos da rodoviária e as lojas com ar condicionados, que nesse calor são uma delícia, rs! Pegamos o ônibus sem novidade, tranquilo, janelão aberto, vento no rosto, após aproximadamente 7 horas de viagem, enfim, Quijingue. Uma cidade de 27 mil habitantes, cerca de 8 mil vivem no centro, os demais vivem em áreas rurais, o prefeito que se encontra no cargo está ja no terceiro mandato, calma gente, houva uma pause entre o segundo e o terceiro mandato, porém foi uma coisa a lá Lula e Dilma, quem realmente estava no poder? Ops, então eu taxo isso como quarto mandato do coronel, ops, do Prefeito aqui!

Ficamos em uma pousada para que na manhã seguinte pudeéssemos conhecer o escritório da ONG e em seguida ir para nossa casinha no povoado de Lagoa da Barra, ou seja, internet somente às segundas-feira pois é dia de feira e reunião com os responsáveis lá em downtown!

Chegando em Lagoa da Barra, estávamos esperando uma casinha pequena, modesta, simples, claro, a casa é modesta, é simples também, porém pequena era o apartamento que morávamos em São Paulo! O Pastor da comunidade nos alugou uma casa que tem 3 quartos, duas salas, 1 quarto, 1 banheiro e um belo quintalzão ao fundo. Normalmente o pastor aluga esta casa para missionários e voluntários que queiram desenvolver algo aqui na região, em breve conheceremos o Pastor, ele não se encontra pela cidade, foi buscar uniforme e material aqui para a comunidade lá em São Paulo. Voltando para esta comunidade, temos luz, porém ainda não se tem água encanada, mas nada que um exercício diário não resolva esta situação.

Já conhecemos o responsável por parte da ONG que trabalha aqui na comunidade, bem como outros moradores que querem ser incluídos como voluntários no que for possível para ajudar a comunidade, e isso é muito bom.

Fizemos nossos planos, agora precisamos conhecer um pouco mais aqui para ver se tudo é realmente viável para estes dois meses que teremos por aqui.

Eu e a Cris estávamos conversando neste último sábado, como é difícil planejar algo que seja duradouro e não morra após os dois meses de trabalho; neste momento lembramos de moçambique e nos orgulhamos de termos conseguido fazer muita coisa que ficou para a comunidade e que realmente continuará, esperamos ter o mesmo êxito aqui também.

Para relaxar assistimos um filminho neste sábado à noite, aqui em casa mesmo, mas não sabemos se foi mal jeito ou coisa assim, que a Cris não conseguiu dormir nesta noite, teve muitas dores no pescoço e cabeça, ela mal conseguia se mover na noite, e eu realmente conheço esta mulher, quando uma lágrima escorre dos olhos dela, tenho certeza que é por alguma dor que eu não seria macho o suficiente para suportar. Fomos ao hospital, o médico não olhou, não tocou, mal falou, deu uma medicação para dor e ao menos uma parte da dor se foi, vamos esperar para ver se realmente a coisa já esta melhor.

Mas é isso, em breve passo o número do orelhão que tem na frente de casa aqui, assim vocês poderão nos contactar, pois moramos entre um conjunto de montanhas, logo, celular, só em dois pontos do vilarejo, pontos que não cobrem a nossa área!

Ps.: Na madrugada de domingo, fui ao tal Orelhao da Telemar, e vocês não vão acreditar, nenhum dos números de emergência funcionam aqui, imagine só se fosse algo mais grave? Mas descobrimos depois um motorista da cidade que trabalha como “ambulância” para o prefeito com seu carro particular, ele ajudou um bocado, mas pense em uma pessoa que é motorista e não tem nem habilitação, parece que essa prefeitura realmente leva sua população a sério!

Ps.2: Não esquentem , viemos aqui para trabalhar, então, força na peruca, água nos baldes e um post por semana!!

Aquele axé meu rei!

 Nada, antes ela se adaptar ao meu novo Eu!

Suco de Laranga e Chapeado, welcome back to Sao PaulO!

Chegamos no Brasil dia 8 de fevereiro, de lá para cá estamos tentando, em primeiro lugar, nos adaptar ao fuso horário, que apesar de ser uma diferença boba de 4 horas é uma diferença considerável, bem como tentar nos adaptar à poluição, falta de respeito no trânsito e no transporte público… Fora isso, na primeira semana fui acompanhar somente por um dia meu bom e velho Pai na radioterapia lá na Santa Casa de São Paulo, assim que chegamos no centro de oncologia, nos sentamose começamos a bater um papo, colocar o assunto em dia, e logo em seguida, entrou um jovem, que estava acompanhando um outro senhor que estava lá para o tratamento também, porém, logo que este senhor foi ao banheiro, o jovem, junto com uma moça que estava sentada ao lado, começaram a falar sobre morte causada por câncer e tumores em familiares, amigos, cachorros e tudo o mais.

Agora pare para pensar, porque que um ser humano, livre de câncer, na sala de espera de um centro oncolóligo, onde todos estão lá por um referido tratamento, começa a falar da morte? Sim, a morte pode ser uma das poucas certezas humanas, mas porque lembrar disso dentro de um centro de tratamento intensivo? Meu bom velhinho estava muito animado, mas depois de ouvir um merda desse, se chateou um pouco, logo, batemos um papo e colocamos um belo de um Rock’n Roll dos 70s que ele adora, e nossa tarde foi um pouco melhor. Na volta tentei relembrar como se dirige na mão brasileira, até que me dei bem.

Nosso plano é ir para a Bahia no dia 24 de Fevereiro, até lá, matar saudades, rever amigos e compartilhar histórias!

Ps.: Estamos indo para um projeto de ajuda às crianças, logo, se alguém quiser nos ajudar com algum tipo de doação, material escolar, livros infantis, ou o que for que possa nos ajudar lá, será muito bem vindo!

Ola pessoal, boa noite!

Aqui estamos, a caminho de casa, amanha pela manha ja estaremos dentro do aviao a caminho de Sampa!

Somente para constar, abaixo segue o relatorio dos fundos arrecadados e o destino de cada centavo!

Enjoy & Claro, muito obrigado de novo!

Relatório de arrecadação de fundos – PDF

Cris & Sam!

Um dia de esperanca…

…há uma luz no fim do túnel, e não estamos a vê-lá sozinhos!

Ontem levamos um casal de jovens da comunidade ao Hospital Provincial de Manica. Eles alem de serem órfãos sofrem de uma certa deficiência visual congênita – nós apresentamos aqui Titos (15) e Cristina (18). ambos estão na 8ª serie e nunca foram ao oftalmologista antes, Titos fala inglês melhor do que qualquer criança da idade dele e da minha também, o considero um gênio, há meses atras tentamos uma ajuda para eles porém a Acao Social, órgão responsável por estes órfãos, nada fizeram ate agora. Cabe destacar que o preço de uma consulta para eles eh absolutamente Zero, ou seja, ninguém os levou ao médico ate hoje por simples falta de vontade.

Combinamos com um amiguinho da sala dele, Betinho, um dos outros gênios de Moçambique – outra hora conto a história dele-, para levar os irmãos ate um ponto de encontro, em seguida pegamos uma chapa e voala, Titos e Cristina não paravam de rir, não sei se foi o fato de andar de chapa pela primeira vez ou se o descuido do motorista com relação aos buracos da estrada…mas simplesmente vivemos juntos este momento bem engraçado.

Por fim de mãos dadas, Cris com sua chara’ e eu com o Titos, fomos em direção ao hospital, como já havíamos conseguido marcar a consulta foi só chegarmos e eles foram atendidos, e infelizmente ambos possuem uma doença congênita da qual já podem ser considerados cegos, mesmo enxergando um pouquinho…após alguns exames se detectou catarata, e no mesmo instante apareceu no hospital uma das responsáveis da Acao Social que logo saiu se desculpando na mesma hora em que o Dr. Começou a dar uma lição nela, dizendo que se essas criancas tivessem sido operadas com 2 anos, hoje teriam uma outra vida.

A moca continuou a desculpar-se e logo se foi. Antes de sairmos do hospital o médico fez um exame de fundo de olho e logo percebeu que as crianças não perderam os olhos, e ate que estao bem saudáveis. Logo marcou uma lavagem para dizimar a Catarata

Em um momento da consulta o médico perguntou:
– vocês querem enxergar melhor?
E eles disseram:
– Sim. Queremos sim Dr.! E logo tive de sair da sala para tomar um ar, se não fosse a Cris sempre com ideias e projetos fenomenais, eu acho que não teria alcançado nem 50 por cento do que fizemos e estamos a fazer por aqui.

Voltando a história deles, o médico marcou a limpeza dos olhos em Abril visto que será época de uma pequena ferias escolares.

Somente para destacar estas duas crianças moram sozinhas , cozinham, buscam água.

Eh uma dura realidade, mas qualquer uma destas crianças são mais bravas e fortes do que qualquer um de nos. E isso me traz uma vontade de viver e continuar sempre fazendo a minha parte!

Com amor no peito e coragem nos atos, ate a próxima!

…mais um dia para guardar aqui dentro, bem dentro mesmo!

Planejamos o último dia do clubinho do bairro Nhamatsane, metas alcançadas, ou seja, conseguimos instalar o balanço a tempo, nossas leituras para as crianças estavam indo de vento em popa, mas nosso tempo aqui ja esta quase por acabar, então dia 13 de janeiro foi o dia da despedida!

Mas como adoramos fazer surpresas, no clube anterior a este, medimos o pé de todas as crianças, e certificamos quais frequentavam a escola e quais ainda não, assim, preparamos alguns kits escolares que continham caderno, lápis, canetas, caixa de lápis de cor, borracha e apontador, e já para os menores preparamos um kit com giz de cera e caderno, alguns ali nunca tinham tido um estoujo para os lápis e canetas, poucos ali possuiam lápis ou canetas na verdade, mas todos que nos acompanharam neste clube de leitura receberam tal material, bem como, um par de tênis e um par de sandália também. Ao total compramos cerca de 60 calçados, distribuimos papel colorido doado por uma tipografia da cidade e até escovas de dente.

Nesta manha do dia 15 trabalhamos muito, quem leu a história desta vez não foi a Cris, muito menos eu, foram os jovens que nos acompanham desde o começo, Amade e Cairo, leram com primor, as crianças adoraram, brincamos muito e ao final, quando as crianças receberam os seus pacotes de nossas mãos, podia se ver o brilho nos olhos, a alegria de receber não apenas o meterial escolar e calçados, mas a alegria de receber o material escolar que provavelmente nao iriam ter tão logo, bem como os calçados que aqui são artigos de luxo muitas vezes.

Ps.: No segundo dia do clubinho, logo quando começamos, uma aluna nos disse, na tarefa de destacar as 6 coisas mais importantes da vida de cada um: “Um dos dias mais felizes da minha vida foi quando meu pai me deu um calçado!”… Logo, esta frase nunca saiu de nossa cabeça, e ao entregarmos os materiais e os calçados, nosso coração se engrandeceu por termos conseguido não simplesmente dar os calçados e materiais escolares, mas por ajudar estas crianças a realizarem o sonho de calçarem um sapato e de terem o material necessário para frequentar a escola.

Demos um lanchinho com biscoitos e sucos e fomos embora…

Não tão somente por isso, mas sempre que passamos pela comunidade e as crianças nos vêem, elas saem em disparada gritando: “Samile!!! Cristina!!!”, e correm para bater em nossas maos e mostrar os pés calçados.

E agradecemos a todos vocês, não tão somente os que doaram o dinheiro para fazer isso tudo ser possível, mas todos, todos em geral que acreditam em nossos passos, e nos acompanham e compartilham alegrias, histórias, rezas e amor com a gente.

Mwaitabassa!

…e nosso coração começa a perceber que logo estaremos no Brasil…e há tanto por fazer aqui ainda…

Para janeiro, planejamos muitos passos, muitas ações e uma das ações que mais me tocou foi a reunião que tivemos com o Diretor do Centro Aberto Nhamatsane, a escola infantil que estamos ajudando, reuniao esta para conhecer os planos do CAN e saber onde poderiamos nos enquadrar para ajudar.

Nesta reunião ele nos apresentou os projetos para o ano de 2011, bem como a criação de uma biblioteca para a comunidade; logo nos entusiasmamos muito para ajudá-los com esta biblioteca, mas no meio da reunião  entrou o pai de uma criança procurando por vaga na pré-escola para o respectivo filho, porém, todas as vagas já haviam sido preenchidas. E na mesmo hora Cris e eu nos olhamos e acredito termos a ideia na mesma hora: “Opa! Que tal ajudarmos a criarem um outro horário e assim mais crianças poderão ir para a escolinha ainda este ano?”. Logo, após certificar que possuíamos dinheiro para tal projeto – graças às doações de todos os amigos e familiares -, perguntamos ao diretor o que era preciso para que ele pudesse abrir uma nova turma, e ele, com simples palavras, não nos perguntou por dinheiro para ele próprio, ou qualquer coisa parecida, simplesmente nos disse: “Precisamos de 30 cadernos e cerca de 150 lápis, pois já temos giz para o ano inteiro”, sendo assim, acordamos tudo, no dia seguinte, corremos para a cidade e compramos o material, e em cerca de 2 dias o CAN já possuía mais 30 alunos, mais 30 crianças que poderão aprender um pouco ao invés de ficarem em casa ou simplesmente trabalhando nas Machambas (hortas) familiares.

Foi uma realização tão grande, e além disso, esse dia não acabou aí, conseguimos comprar calçados para todos os futuros 60 alunos, ou seja, além destas crianças terem acesso à escola, poderão ir calçadas, sem o risco de contrairem Matequenha ou qualquer outro tipo de doença que poderia ser transmitida pela sola dos pés.

Foi um dia e tanto, e meu coração sorriu, desejando mais passos como estes por aqui!

Adeus ano velho…

… e que venha o novo e sem Malária! ahahahahah!

Voltando a publicar, primeiro post do ano, logo, nada melhor do que comemorar a ausência de Malária no meu corpo! foi fenonemal fazer o teste de malária e, quando fui pegar o resultado, NADA! Nossa foi um alivio! Tudo bem, ainda não estou 100% mas devo estar com alguma crise de sinusite ou coisa parecida que  já está a passar!

Agora, já que o ano comecou bem, falemos das festas, sim, Natal e ano novo!

Nosso Natal foi bem legal, na noite do dia 24 comemos uma pasta, cheia de alho e cebolha com cerca de 8 tomates. Engraçado porém o molho estava divino, fora Cristina, eu e Raul, tínhamos nosso amigo canino na ceia tbm, claro, ele ficou do lado de fora da porta, mas de porta aberta ele podia nos ver e comer uma bela pasta tbm!

Aproveitamos para visitar a casa de Luis de Camões na Ilha de Moçambique, local onde ele morou e escreveu um pequenino trecho de Os Lusíadas, e aproveitando, visitamos os dois lados da Ilha: lado portugues, todo repleto de casas coloniais, um belo forte e dois museus bem legais, e o lado desfavorecido, onde podemos ver as casas construidas sob os buracos que os portugueses deixaram ao retirar pedras e corais para a construção das casas no princípio do povoamento português na ilha. Tudo muito interessante.

Uma das coisas mais legais nesta pequenina viagem foi o fato de termos mergulhado em uma área cheia de corais (Coral Lodge), a Cris que a pouco tempo não conseguia nadar e tinha até um pouco de medo, mergulhou, afundou cerca de 3 metros para ver o danado do peixe Leão que estava a se esconder bem lá no fundo. Foi muito bom, a nega nadou muito e sem medo ou qualquer artifício para manter-se sob as águas deste belo e quente Oceano índico.  Foi Muito massa!

Já na volta, o ônibus mal saiu de Nampula e…TARAM. QUEBROU, acredita? E faltando cerca de 18 horas para chegar em casa de novo o motorista nos devolve o dinheiro e nos deixa no meio da estrada!

Ok, caminhamos, e caminhamos, queríamos muuito chegar na próxima vila, e por sorte conseguimos uma boleia para 11 pessoas e 6 malas gigantes, em um único carro, mas tudo bem, depois de percorrer uma das piores estradas de Moçambique a 160km por hora, chegamos em um ponto de chapa, tontos e com ânsia, mas daí para a frente sem novidades. Começamos a viagem eram 4hs da manha e acabamos à 0 hora do dia seguinte…tudo bem, ao menos chegamos em casa! Ufa!

Aquele Axé! E que venham os projetos de Janeiro!